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Monte Verde

Monte Verde, A história de Verner Grinberg

Uma mistura de amor e coragem

 

Amor, luta, trabalho árduo, coragem e esperança. Assim podemos descrever um pouco das emoções que envolvem a história de Monte Verde e de Verner Grinberg, seu fundador. Mais do que um clima agradável de serra e uma linda vista para as montanhas, a cidade revela em suas esquinas o empreendedorismo desbravador de seu fundador.

Verner Grinberg e Dona Emília

 

Esse lugar – hoje um dos mais charmosos do país – surgiu a partir da visão de Verner Grinberg. Sua família veio da Letônia e, depois de passar por algumas cidades, se instalou em Campos do Jordão. Começaram a trabalhar como madeireiros e logo se identificaram com a Serra da Mantiqueira, cujo clima e belas paisagens remetiam ao seu país natal. Mas, por ser considerado um local insalubre (muito frequentado na época para tratamento de tuberculosos), surgiu o sonho dos Grinbergs de mudar para um outro lugar. Por serem imigrantes e desbravadores, passaram a procurar um local com o mesmo clima e paisagens, mesmo que ainda inóspito e rústico, para iniciar uma nova comunidade.

 

Foi assim que Verner e seu pai cavalgaram até descobrir os Campos do Jaguari, onde fica a nascente do Rio Jaguari. Um lugar com algumas fazendas e muito verde. Aos poucos Verner Grinberg foi comprando terras de vários proprietários e compondo o que é hoje o Distrito de Monte Verde. Muitos achavam que ele era um louco. Não percebiam o quão visionário era o letão. O tempo pode comprovar.

 

Para começar a construção da cidade foi preciso muita luta e coragem. Primeiro, era necessário transformar uma fazenda em uma pequena vila. Contaram, então, com a inestimável ajuda de outros membros da família, que se mudaram para o novo local. Foi com esse pensamento que construíram a primeira casa sede de madeira serrada manualmente. Depois, instalaram uma serraria, olaria e pedreira, que supriu com material de construção para as primeiras edificações. Mais tarde, implantaram uma rede de distribuição de energia elétrica, abastecida por o gerador tocado por uma máquina a vapor, que hoje pode ser vista perto do Portal de Monte Verde. Instalaram também uma rede de abastecimento de água, captada nas nascentes da serra.

 

O vilarejo não possuía acesso adequado às famílias que iam sendo agregadas. Verner Grinberg abriu a estrada que liga a Camanducaia com seu trator de esteira e a percorria com seu jipe num verdadeiro “enduro” em épocas de chuva. Ele transportava material e equipamentos, desatolava carros e constantemente fazia manutenção ou melhorias nas estradas.

 

No seu coração, Verner sabia que tudo aquilo valeria a pena. Os anos foram comprovando que estava certo. Seu sonho não era somente uma moradia para seus familiares, mas toda uma cidade! E, para isso, era essencial que outras pessoas conhecessem a vila. No início, todas as visitas eram recebidas pelos moradores do vilarejo em suas próprias casas. Notadamente, a “casa da Dona Emília” era o destino de muitas pessoas. Com o tempo, as visitas passaram a ser cada vez mais frequentes e numerosas, por isso os Grinbergs construíram o primeiro hotel de Monte Verde.

 

Ainda nos primeiros anos, parcelas grandes de terras foram vendidas a amigos e outras pessoas que se encantavam com o local. O primeiro lote considerado “urbano” foi vendido em 1954 para um casal de alemães. Depois deles, vários outros, principalmente vindos da Europa, ajudaram a imprimir uma Monte Verde esse jeito um pouco europeu, mesclado com mineiro. O primeiro grupo de imigrantes letões construiu uma Igreja Batista e uma escola para as crianças que viviam ali e nos arredores. Daí, foi só uma questão de tempo para que viessem outros hotéis, pousadas, restaurantes, bancos… e nada mais parou.

 

Hoje, Monte Verde passou a ser, com seus quase 5 mil habitantes e milhares de turistas, um lugar único: um dos mais cobiçados e valorizados destinos turísticos do Brasil. É a capital nacional do romance, do esporte na natureza, do frio aconchegante… Tudo muito próximo aos grandes centros urbanos como a Grande São Paulo, a região de Campinas e o Vale do Paraíba.

 

E o nome “Monte Verde”? Foi um ato de amor. Apaixonado pela mulher, Verner seguiu seu conselho e colocou o nome da cidade em sua homenagem: Grinberg. Se em leto era apenas um sobrenome, em alemão significa Monte Verde (Grün, verde e, Berg, monte). E assim ficou.